Maria Eulália Ratke
Nasceu em Gaspar/SC, em 6 de maio de 1949. Mudou-se para Blumenau/SC ainda pequena, onde cursou até o ginásio. Trabalhou na lavoura e depois como fiandeira na indústria TEKA. Estudou, fez cursos profissionalizantes, foi para São Paulo. Transferiu residência para Navegantes/SC, depois para São José dos Pinhais/PR.
Foi poeta, teatróloga, jornalista, compositora e cenógrafa, escreveu música e produziu catálogos de exposições de artes plásticas nas décadas de 1970 e 1980, em Blumenau/SC.
A partir de 1972 suas publicações se fizeram em jornais e revistas literárias de várias partes do país e do Exterior. Nascia a escritora Eulália M. Radtke.
Em 1977, participou do Movimento da Catequese Poética; de Murais (tapumes pintados por crianças de escolas públicas). Em 1979, realizou, na Universidade Regional de Blumenau, a exposição Fotopoemas, junto ao fotógrafo Ingo Penz. Fez encenações e outras atividades artísticas junto a outros escritores.
Recebeu Menção Honrosa da Prefeitura de Itajaí/SC (1973), ao concorrer ao Concurso de Poesia; Menção Honrosa no 2º Festival de Inverno de Itajaí (1974); prêmio Lausimar Laus, obtendo o 1º lugar no Concurso de Poesias, em (1976); prêmio Ferreira Gullar, em Concurso Nacional no Paraná (1978); prêmio Delfino – Fundação Catarinense de Cultura (1979); prêmio Quarta Noite da Poesia Paranaense – Fundação Teatro Guaíba (1983); prêmio Mário Quintana – Alegrete/RS (1984); prêmio Shogun Editora – Rio de Janeiro (1985); prêmio Concurso Nacional de Poesia pela Paz (conjunto de sete poemas gravados em bronze e granito em exposição a céu aberto, em Cachoeiro do Itapemirim/ES (1986); Menção Honrosa no prêmio Manuel Bandeira; Concurso Nacional de Poesia da Academia Teresopolitana de Letras/RJ (1986).
Foi secretária municipal da Cultura em São José dos Pinhais/PR, no período de 1993 a 1996; e conselheira de editoração da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, produzindo e organizando várias obras de autores paranaenses.
Em 1980, Eulália lançou seu primeiro livro Espiral, poemas voltados para a questão existencial, interior, uma volta ao eu, a afirmação do ser. Seu próximo livro, O sermão das sete palavras, marcou sua maturidade existencial e poética. Depois, seguiram-se outras obras.
O desejo de fazer o bem foi especialmente despertado nela e na irmã Maria Cristina, ao assistirem, virtualmente, a palestras do orador espírita Divaldo Pereira Franco, no período da pandemia da Covid (março 2020 a maio 2023).
Estimuladas pelos conceitos espíritas, vertidos pelo nobre companheiro, desejaram colaborar com a criação de um farol de luz para os viajores da existência, um refúgio para os aflitos e uma escola para os que buscassem o conhecimento espírita.
Dessa maneira, realizaram a doação de terreno e casa, de sua propriedade, à Federação Espírita do Paraná, a fim de que no local se erguesse um Centro Espírita, sob a inspiração amorosa da benfeitora Joanna de AÌ‚ngelis.
Dessa maneira, em 15 de outubro de 2024, em São José dos Pinhais/PR, foi fundado o Centro Espírita Joanna de Ângelis (CEJA), inaugurado na noite de 18 de abril de 2025, com a presença de ambas.
Eulália, hospitalizada em Balneário Camboriu/SC, desde 14 de dezembro de 2025, desencarnou no dia 4 de janeiro de 2026.
Em 9.1.2026
© Federação Espírita do Paraná - 20/11/2014